Num contrato com 483 quilômetros de redes distribuídos por 45 bairros, saber o status de cada frente de obra a qualquer momento não é conveniência de gestão. Na prática, é requisito operacional. Sem controle georreferenciado de obras, o gestor trabalha com atraso de informação, e atraso de informação em obra de infraestrutura tem custo mensurável: retrabalho, descumprimento de prazo e pendências com financiadores.
É nesse contexto que a integração entre BIM e GIS deixa de ser argumento técnico e passa a ser critério de contratação.
BIM modela o projeto, GIS situa a obra no território e juntos fecham o ciclo de controle georreferenciado
BIM (Building Information Modeling) é uma metodologia de criação e gestão de projetos na construção civil. Ela representa cada elemento de um empreendimento em três dimensões com informações técnicas detalhadas: material, especificação, prazo, sequência executiva e ciclo de vida. Em obras de saneamento, por exemplo, o BIM identifica interferências entre sistemas antes de qualquer escavação. Uma adutora que cruzaria um duto elétrico aparece no modelo antes de aparecer na vala.
GIS (Geographic Information System) é um sistema computacional que integra softwares, dados, pessoas e métodos para capturar, armazenar, analisar e gerenciar dados georreferenciados. Ele organiza esses dados em camadas e os representa em mapas digitais interativos. Durante a execução, o sistema registra cada trecho concluído com geolocalização, vinculando-o à frente de obra, ao responsável técnico e à data. Dessa forma, o gestor acompanha o avanço físico distribuído no território em tempo real.
Portanto, o que muda com a integração é a natureza das decisões: elas passam a ser tomadas sobre dados verificáveis de campo, não sobre o que cada coordenador lembra da última visita.
Interferências detectadas no modelo custam uma alteração de projeto. Detectadas na obra custam demolição e prazo.
Em contratos de saneamento de grande porte, redes de água, esgoto, drenagem e sistemas elétricos frequentemente ocupam os mesmos corredores viários. Sem modelagem prévia, os conflitos entre essas redes aparecem durante a execução, quando o retrabalho já comprometeu cronograma e orçamento.
Portanto, a modelagem BIM detecta essas interferências na fase de projeto. Além disso, o planejamento da sequência executiva fica estruturado sobre o modelo: qual trecho abrir primeiro, qual equipe mobilizar em seguida, quais condicionantes precisam estar resolvidos antes de cada frente avançar.
No Sistema Adutor TransParaíba, a KL Engenharia aplicou Laser Scan, BIM e drones desde o levantamento das condições existentes. Assim, o Laser Scan gerou o mapeamento tridimensional da captação e da ETA com precisão milimétrica, formando a base para a modelagem BIM. O resultado foi um diagnóstico confiável das estruturas antes de qualquer intervenção, com rastreabilidade suficiente para subsidiar laudos técnicos e projetos executivos.
SANASA Campinas: 483 km de redes gerenciadas com georreferenciamento em 45 bairros
No contrato com a SANASA Campinas, a KL Engenharia gerenciou a reabilitação de 483,86 km de redes de distribuição de água em 11 lotes e 45 bairros de Campinas (SP). O programa contou com financiamento da Caixa Econômica Federal. Por isso, o programa exigiu relatórios mensais de avanço físico-financeiro documentados e auditáveis.
Com o GIS integrado ao sistema de gestão, o sistema registrou cada trecho executado com localização, data e responsável técnico ao longo de todo o contrato. Por isso, os relatórios para a Caixa Econômica Federal saíram desses dados, sem estimativas consolidadas às pressas no final do mês. Além disso, a KL Engenharia controlou o cronograma físico-financeiro via MS Project, integrado aos dashboards de KPIs operacionais e financeiros acompanhados em tempo real pela SANASA.
COPASA MG: fiscalização georreferenciada de 33 municípios com visibilidade unificada
No contrato com a COPASA MG, o escopo cobriu 33 municípios das Unidades de Serviço Oeste e Centro de Minas Gerais. Elas abrangeram abastecimento de água e esgotamento sanitário em múltiplos pontos simultâneos: elevatórias, adutoras, reservatórios, redes coletoras, interceptores, ETEs e ligações prediais.
Sem controle georreferenciado de obras, consolidar o avanço de todas essas frentes significaria trabalhar com defasagem permanente de informação. Por isso, a KL Engenharia implantou um sistema de gestão operacional integrado ao GIS, com painéis de KPIs entregues em tempo real para a COPASA. Além disso, a regularização fundiária nos 33 municípios, com cadastramento de 1.114 glebas e levantamentos topográficos, seguiu o mesmo padrão de rastreabilidade geográfica.
Dockler: a plataforma da KL Engenharia para georreferenciamento de obras em campo e gestão integrada
A KL Engenharia desenvolveu internamente o Dockler, plataforma de gestão e inspeção de obras em nuvem. Ela centraliza o acompanhamento de contratos, a documentação técnica, os alertas de prazos regulatórios e os dashboards de avanço físico e financeiro em ambiente único.
No campo, os fiscais registram o Relatório Diário de Obra (RDO) via plataforma mobile. Dessa forma, o sistema vincula automaticamente cada registro à frente de obra, à data, ao responsável técnico e à geolocalização. O dado sai do campo no mesmo dia, sem redigitação, com rastreabilidade contratual completa.
Atualmente, o Dockler está em uso ativo nos contratos com COPASA MG e SANASA Campinas. Portanto, é o instrumento que permite à KL Engenharia gerar os relatórios exigidos por financiadores como Caixa Econômica Federal, BNDES, BID e KfW dentro dos prazos e nos formatos requeridos.
O que financiadores exigem e por que o controle georreferenciado de obras é a resposta
Financiadores nacionais e internacionais exigem relatórios mensais de avanço físico-financeiro com documentação auditável. Atender a esse requisito depende de rastrear, por frente de obra e por lote, o que foi executado, quando e por quem.
No entanto, contratos sem controle georreferenciado de obras produzem relatórios que o financiador não consegue verificar de forma independente. Como resultado, pendências documentais atrasam desembolsos e geram atritos entre gerenciadora, construtora e cliente.
Com BIM, GIS e o Dockler integrados, os relatórios da KL Engenharia saem do sistema, não de reconstituição de informação na véspera do prazo. Isso tem consequência financeira direta para o contrato. É uma das razões pelas quais a KL Engenharia mantém histórico consistente de conformidade com Caixa Econômica Federal, BNDES e demais agentes financiadores com os quais opera.
A KL Engenharia acumula mais de quatro décadas de atuação em projetos de infraestrutura, saneamento e energia em todo o Brasil, com carteira de atestados emitidos pelas principais companhias estaduais de saneamento e órgãos públicos federais e estaduais. Conheça o portfólio completo em kleng.com.br.